Origem dos Núcleos nos Estados

No ano 2000, o UNAFISCO SINDICAL-Delegacia Sindical de Belo Horizonte, presidida à época por Maria Lucia Fatorelli, bem como o FISCO-FORUM-MG (entidade que congrega as entidades representativas do fisco federal, estadual e municipal) tiveram importante papel na organização do Plebiscito da Dívida Externa no Estado de Minas Gerais.

Devido à estreita relação entre a subtração de recursos para o pagamento de juros e amortizações da dívida e os constantes ataques aos servidores públicos e aos serviço público em geral (prejudicando toda a sociedade), o envolvimento das entidades representativas de trabalhadores com a realização do Plebiscito da Dívida foi altamente representativa.

Foram realizados inúmeros debates e publicada a Cartilha do Fisco-Fórum-MG em apoio ao Plebiscito.

A Coordenação Nacional da Auditoria Cidadã da Dívida passou a funcionar inicialmente em Minas Gerais, onde foram realizados diversos eventos, sobressaindo-se a organização do primeiro Fórum Brasileiro – “Minas por outro Mundo” – na Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais em agosto/2001, e o Seminário Internacional “Dívida: Uma Ameaça à Soberania” na UFMG em 2002. A organização de grande seminário internacional no Fórum Social Mundial de janeiro/2002, quando foi lançada a primeira cartilha da Auditoria Cidadã da Dívida, colocou o tema da auditoria na pauta internacional.

A organização da Auditoria Cidadã se expandiu e a coordenação se transferiu para Brasília. Em seguida, passaram a ser criados os Núcleos locais.

O primeiro a ser fundado foi o de Minas Gerais, seguido do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, e vários outros estão se organizando.